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terça-feira, setembro 20, 2022
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Recidiva, recorrência, reincidência. É tudo a mesma coisa?

Retorno do câncer

Se receber o diagnóstico de um câncer e precisar se submeter-se a todo o complicado tratamento já não fosse o bastante, sempre resta um temor para os pacientes e sua família.

Recidiva, recaída, recorrência, reincidência – estas palavras e outras significam, em termos gerais, a mesma coisa: A doença voltou.

Mas só em termos gerais. Na verdade, existem diferenças entre esses termos quanto ao significado médico e clínico, diferenças que muitos desconhecem.

Fala-se de recidiva (ou relapso) quando os sintomas da doença reaparecem depois de um período de ausência de sintomas como resultado do tratamento. Contudo, algumas células cancerosas persistem no organismo e, mesmo que em pequeno número, são suficientes para fazer reaparecer os sintomas e a doença.

Já a recorrência significa que a doença reapareceu depois da obtenção de uma remissão completa dos sintomas, após um tratamento considerado curativo (mais de cinco anos de ausência de sintomas).

Fala-se em remissão parcial quando se verifica uma resposta positiva a um tratamento (redução em mais de 50% do volume inicial do tumor), contudo de duração limitada, entre um e três meses. O que se vê depois é o que os médicos chamam de progressão, ou recaída.

O termo reincidência, menos utilizado, diz respeito ao reaparecimento do mesmo tipo de câncer após um período longo de tempo em que o doente foi considerado curado, mas no qual se suspeita do aparecimento de novo câncer, ainda que do mesmo tipo, mas com origem celular diferente do primeiro.

Cura clínica e outro câncer

É importante, no entanto, esclarecer que o conceito de cura clínica tem sido alvo de modificações nos últimos anos, nomeadamente como resultado da variabilidade da eficácia de muitos dos tratamentos contra o câncer.

Por exemplo, um número crescente de médicos e cientistas fala de cura clínica apenas a partir de 10 anos de completa ausência de sintomas.

Por último, importa não esquecer que sofrer de um câncer não nos protege de sofrer de outro, que pode ocorrer ao mesmo tempo ou passados períodos de tempo variáveis. Esse segundo câncer, é, por regra, de um tipo celular diferente do primeiro.

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